O Tear da Astronomia Ancestral
A mecânica do Tear do Espaço-tempo da Terra com a Lua opera sobre 3 planos que se desenrolam de forma simultânea, tecendo assim 3 tramas complementares no Espaço e no Tempo. Um padrão impresso no Céu desenrolado sobre 3 dimensões, onde são determinadas as formas e a evolução da vida da natureza na Superfície da Terra. A mecânica Celeste descrita pelas culturas ancestrais era desta maneira observada sobre planos orbitais diferentes, onde o Espaço era relacionado com o Tempo, de forma circular e cíclica.
O sistema orbital da Terra na Astronomia Ancestral é o resultado de 3 movimentos, eles próprios os construtores da trama de Espaço-tempo representada nos Calendários: a Rotação, o movimento em torno da própria Terra; a Translação, a órbita em torno do Sol; e a Revolução Galáctica, o movimento do Sol em torno da Galáxia.
A Mecânica Celeste descrita no método ancestral permite relacionar a viagem do planeta Terra no Espaço com a manifestação da Vida e da Natureza na sua superfície, no plano físico e psíquico.
Nestas culturas não existia a separação que conhecemos hoje entre os eventos da Vida Física e Emocional, por serem considerados fenómenos naturais, com manifestações simultâneas e complementares, estudadas de forma indissociável, submetidas às mesmas Leis e Ordem do Universo. A integração da vida da matéria com a experiência psíquica da natureza no método científico ancestral permitiu a estas culturas reconhecer o Universo como uma identidade, mais para além de uma simples manifestação mecânica. Um sistema científico onde não cabiam as leis de causa-efeito, porque o “Existir” estava sincronizado com o “Sentir”, porque o tangível e o emocional eram as duas faces da mesma moeda.
A sincronicidade encontrada entre a matéria e a psique na natureza permitiu àquelas culturas elevar o Universo a um plano muito mais profundo, com uma dimensão extra: a Espiritualidade. Quando a Matéria, as Emoções e a Espiritualidade são incluídas como partes integrantes do Universo, são acrescentados à vida e à natureza valores éticos que nos convidam a ir mais para além da manifestação meramente física.
Um conhecimento que explica a viagem cósmica e a vida sobre uma cadeia de eventos dinâmicos sucessivos, emocionantes e estimulantes, em todas as dimensões. Experiências orgânicas e psíquicas que se fazem notar com um poder transformador brutal, numa realidade objetiva e espiritual que muitas vezes nos parece inspirada por forças superiores, e que, em estados de consciência mais elevados, o Universo Espiritual se torna Sagrado.
Quando é estabelecida uma relação científica direta entre a Vida e a Alma no cosmos, e quando estes fenómenos são considerados manifestações naturais simultâneas, torna-se possível observar como estão submetidos às mesmas Leis e Ordem impressas pelo Universo. Este é um conceito que permite integrar o Universo, o Céu e a Terra numa realidade mágica, não apenas mecânica mas também espiritual, que se expande e evolui de forma visível e invisível.
O Sol, o grande guardião do seu sistema, é o maestro que marca o ritmo, indica o caminho e os moldes em que a viagem se realiza aqui, em torno da Galáxia. A Terra, ao seu ritmo e escala, segue o Sol no seu passo, na companhia da pequena Lua que a segue e a orbita, como uma cria em torno da sua progenitora. O Sol, a Terra e a Lua, cada um à sua escala e dimensão, encontram nas suas órbitas e ciclos interceptados a proporcionalidade que confirma a harmonia em que estas dinâmicas acontecem.
Os movimentos orbitais do nosso planeta com a Lua e com o Sol no sistema ancestral eram medidos e observados sobre dois sentidos orbitais simultâneos e complementares: o sentido Solar e o sentido Sideral. O movimento Solar, no caso da Terra e da Lua, era medido de acordo com a realidade, no sentido anti-horário, da direita para a esquerda, enquanto o Sol, que caminha no sentido contrário, era assinalado no sentido horário na Matriz de 1440’.
Por sua vez, o sentido Sideral era identificado da esquerda para a direita, no sentido horário na Matriz de 1440’, no caso da Lua e da Terra, e da direita para a esquerda no caso do Sol.
Assim, o sentido Solar e Sideral eram para a Astronomia duas coordenadas de Espaço opostas e complementares, ambas relacionadas com uma coordenada de Tempo comum. Este método permitia descrever os sistemas orbitais de forma circular e cíclica dos planetas com todos os detalhes, na sua órbita e movimento no sentido Solar, ao mesmo tempo que acompanhavam a flutuação orbital, o movimento no sentido sideral, que explica como a espiral se desenrola no Espaço e no Tempo, entre cambalhotas e bamboleios.
A Astronomia Ancestral não descreve apenas a viagem do nosso planeta pelo Universo, mas também a viagem na sua superfície. Um conhecimento sobre o Céu e a Terra que explica que a natureza em ambas as dimensões marca presença, de forma física mas também psíquica, elevando assim a vida natural a uma experiência espiritual de caráter sagrado.
O Universo é a identidade que opera através de uma ampla rede de sistemas, que tecem o seu próprio Espaço-tempo. Uma rede orgânica composta por infinitas unidades sistémicas independentes e auto sustentáveis no Espaço, onde cada sistema é único, uma singularidade confirmada pelo selo de identidade deixado pela impressão digital, tecida pelo Tear do seu próprio Espaço-tempo. Comparável à vida natural do planeta Terra, que nasce e se reproduz de forma autónoma no nosso próprio Espaço-tempo, fazendo assim parte da rede do Universo.
A Astronomia Ancestral explica como os Planetas e os diversos Sistemas Orbitais são os próprios Teares construtores das suas tramas, onde as Órbitas, Ciclos e Eventos planetários são os fios que se cruzam e entrelaçam na sua construção, extensões cósmicas que transmitem e se expandem sob o comando das Leis e Ordem do Universo. A mecânica Celeste ancestral foi construída sobre princípios astronómicos próprios surpreendentes, que encontram medidas e dimensões de Espaço e Tempo sempre sobre valores inteiros e racionais, e que nos proporcionam a descoberta de movimentos diferentes e novas perspectivas astronómicas a serem consideradas.
Um Universo onde nada é deixado ao acaso, com sistemas orbitais que se revelam de forma matemática e geométrica ordenada, harmónica e proporcional, quando relacionados com as suas órbitas e a dinâmica da velocidade, na viagem sobre o Universo.
Sistemas sobre sistemas, que se relacionam, como cadeias que se expandem e articulam dentro e fora de si, sobre várias velocidades e em diversas escalas, sempre em movimento.
A nossa Galáxia é um exemplo de um grande sistema que contém em si outros sistemas, uma malha tecida por múltiplas tramas diferentes, onde não existe apenas um, mas múltiplos Espaços e Tempos, onde entre muitos, estamos nós, aqui na Terra, onde a Vida e a Forma são geradas pelo pulsar da nossa própria trama de Espaço-tempo, de onde podemos avistar e calcular o Universo inteiro.
É imensa a variedade de prima-matéria que circula pelo Universo, que se expande e transforma, cada qual a seu ritmo, com a ordem, harmonia e proporção próprias de cada parte, de forma integrada e nunca aleatória. Sobre várias escalas e dimensões, traçam-se linhas e órbitas que se cruzam sobre múltiplos nós e laçadas, de várias formas, cores e padrões. Linhas e órbitas que se entrelaçam, se unem e se afastam no Espaço e no Tempo, tecendo assim o grande tear do Universo.
É em cada detalhe deste imenso manto construído por Matéria e Espírito que surge a luz e a magia. Aqui, cada parte cumpre o seu destino, nesta viagem fascinante onde o Espaço e o Tempo são conduzidos e iluminados por um Universo vivo e inspirado, considerado Sagrado pelas culturas ancestrais.







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