A Astronomia, os Calendários e os Eventos Planetários.

Podemos
encontrar vestígios no meio ambiente, em estruturas arquitetónicas e muitas outras
manifestações culturais das civilizações ancestrais, um pouco por todo o nosso
planeta Terra.
No entanto, no caso particular desta pesquisa Astronomia Ancestral a abordagem em relação às Civilizações antigas é unicamente dedicada à Mecânica Celeste estabelecida no Espaço-tempo do nosso planeta Terra, com a Lua e o Sol.
É
nestes indícios encontrados pela Arqueologia que se pode confirmar o papel de
destaque da Astronomia nas civilizações antigas.
De
uma maneira geral os conhecimentos astronómicos destas civilizações mostram-se muito desenvolvidos e de caráter científico, aplicados e considerados também nas suas práticas espirituais e filosóficas.
Muitos temas podem ser abordados a respeito dos imensos conhecimentos revelados por estas enigmáticas
civilizações, pela relação profundíssima que tinham com o Céu Astronómico e Espiritual.
A Mecânica Celeste no Espaço-tempo da Terra, é o tema da Astronomia Ancestral, esta foi a dinâmica encontrada nesta pesquisa aos Calendários das
Culturas Maya e Azteca.
Este estudo permitiu conhecer e aprofundar a cadeia de eventos astronómicos apontados pelas culturas ancestrais, fruto das observações ao Céu a partir da Terra e que estão na origem das diferentes divisões de Tempo, encontradas nos Calendários.
Inicialmente
o objetivo desta Pesquisa aos Calendários era enigmático, com um destino muito
improvável, ao qual poderia ser ou não, conduzida a alguma parte.
Mais
tarde este estudo proporcionou-me o extraordinário encontro com a Mecânica
Celeste da Trama da Terra, uma gratificante recompensa do trabalho já realizado
há alguns anos.
A
Mecânica Celeste que considerei ser o objetivo final desta pesquisa, que só por
si já envolve cálculos astronómicos inéditos na atualidade, era afinal apenas
a introdução a uma longa aprendizagem sobre os verdadeiros ensinamentos que a
Astronomia nos pode proporcionar.
Na
continuação deste trabalho fui conduzida a um caminho sem retorno, foram
ultrapassadas todas as expectativas iniciais e plausíveis de imaginar.
Fui absolutamente surpreendida pela imensa sabedoria que a Astronomia Ancestral pode abarcar, onde estão incluídos conhecimentos científicos e espirituais, conhecidos por todos e, sobre todos aqueles temas que consideramos ser, os grandes segredos e enigmas do Universo.
Sinto
que a qualidade de conteúdos que este estudo me ofereceu, que continuo a processar e
a organizar, não cabem nas minhas mãos.
É
imensa a informação que se pode encontrar no estudo dos calendários, dentro dos
Ciclos, Órbitas, Eventos e Alinhamentos, na área da Astronomia, Matemática,
Geometria e Espiritualidade.
O
objetivo deste Projeto da Astronomia Ancestral, é de organizar e transmitir de
forma adequada os conhecimentos que estão por trás dos Ciclos de Tempo
encontrados nos Calendários Haab e Tzolkin, sobre a Astronomia praticada pelas
culturas antigas.
Esta
pesquisa permitiu comprovar como estes calendários que serviram de única e
principal ferramenta de investigação, são verdadeiros manuais de Astronomia com
referências precisas e rigorosas sobre os Ciclos de Tempo os quais estão na
origem, da sua própria construção.
O
Calendário Haab é o calendário referente ao Ano Solar, utilizado na vida
cotidiana destas culturas.
Um
ciclo de tempo de 365 dias, dividido em 18,25 meses com 20 dias cada, onde o
último mês tinha apenas 5 dias.
Os
meses de 20 dias podiam ser divididos de forma opcional em sequências de 4 ou 5
dias, dando origem a meses de 4 ou 5 semanas.
Enquanto
o Tzolkin é um calendário considerado sagrado, utilizado para fins espirituais
e evolutivos nestas culturas. Com um sistema de divisão dos ciclos de Tempo bastante diferente dos usualmente conhecidos nos calendários.
O
ciclo completo deste calendário é de 260 dias, que podem ser divididos em 13
meses de 20 dias cada, agrupados em semanas de 4 ou 5 dias, que permite a
articulação com o Calendário Haab do Ano Solar.
O
Tzolkin também podia ser dividido em 20 meses de 13 dias cada, também
conhecidos por Ondas Encantadas.
O
que esta pesquisa permitiu confirmar, é que os Ciclos de Tempo representados em
ambos os calendários, Haab e Tzolkin resultam de configurações
astronómicas rigorosas.
Foi
nos alinhamentos encontrados nestes calendários que foi possível juntar as
peças do puzzle e tornar compreensível o sistema astronómico praticado por
estas culturas.
As tramas de Tempo encontradas nestes calendários contiveram informação suficiente
para 20 anos de pesquisa e ainda sem fim à vista, onde os resultados são de
caráter científico, possíveis de confirmar matematicamente.
Um
estudo que também permite observar, a verdadeira dimensão dos conhecimentos
ancestrais sobre o Céu.
É
nos calendários que se pode confirmar como os Ciclos e Órbitas dos planetas ali
representados, descrevem de forma rigorosa, padrões de ordem e
proporcionalidade encontrados no Espaço-tempo da Terra.
Um
padrão que se repete e se reproduz em várias escalas e dimensões no nosso Céu,
idênticos a padrões de Ordem e proporcionalidade encontrados também na Terra.
Estes
padrões descritos pela Astronomia Ancestral de forma matemática e geométrica
são encontrados nos Alinhamentos principais na órbita da Terra, com o Sol e com
a Lua.
O principal evento de referência na Astronomia Ancestral é o Dia Solar, todos os Ciclos e Alinhamentos no Espaço e no Tempo, são considerados verdadeiramente completos quando se re-alinham, com as Zero horas do Dia Solar da Terra.
São
necessários 1440 minutos no Espaço e no Tempo para que este giro seja completo.
É
também conhecida a divisão do Dia Solar em 24 horas na Astronomia Ancestral, o
mesmo número de horas indicadas pelo nosso Relógio.
Se
no caso do nosso Relógio a divisão do dia solar em 24 horas não encontra
nenhuma justificação astronómica, o mesmo não pode ser dito em termos da Astronomia Antiga.
Os
Ciclos de Tempo determinados por estas culturas, têm sempre correspondência com
alinhamentos astronómicos encontrados na mecânica da órbita da Terra.
O
Ano Solar é o ciclo no Espaço-tempo da Terra que descreve o Movimento de
Translação, na sua órbita em torno do Sol.
É
na Translação que se podem encontrar alinhamentos como as Estações do Ano,
Equinócios, Solstícios, os Meses, Semanas e muitos outros também considerados
pela Astronomia Ancestral.
Nas
culturas Maya e Azteca o Ano Solar era descrito pelo Calendário Haab de 365
dias. Este calendário é uma versão muito parecida com no nosso Calendário Gregoriano, ambos alusivos ao Ano Solar com 365 dias.
No
entanto o Calendário Haab tem um sistema de divisão do ano Solar com 18 meses, de 20 dias cada, com um mês final de 5 dias e semanas de 4 ou 5 dias.
Enquanto
o Calendário Gregoriano tem 12 meses divididos em cerca de 30/31 dias e semanas
de 7 dias, o que acaba por tornar estes dois calendários muito diferentes, no
que diz respeito, aos alinhamentos astronómicos em que foram construídos.
O estudo dos Alinhamentos nesta Pesquisa sobre os Ciclos de 20 dias enunciados no Calendário Haab, permitiu encontrar a estrutura geométrica da Espiral do Movimento de Translação
da Terra.
É
também no Ciclo de 20 dias que se podem encontrar Alinhamentos que se
articulam de forma harmónica, com a cadeia de Eventos da Órbita da Lua com a
Terra.
O estudo dos Ciclos de Tempo enunciados na estrutura Tzolkin é o encontro com todos os detalhes dos Ciclos da Lua, onde estão também incluídos os Eclipses, muito bem conhecidos e explicados pelas culturas ancestrais.
É
na cadeia de Eventos e Alinhamentos estabelecidos na Órbita da Lua com a Terra
e com o Sol, que se podem encontrar os Eclipses, assim como a Estrutura que dá forma ao
Calendário sagrado, o Tzolkin.
Os
meses de 20 dias comuns entre ambos os calendários, Haab e Tzolkin explicam a
articulação e harmonia que se pode encontrar na Translação da Lua e da Terra.
Os
260 dias do Calendário Tzolkin representam uma Estrutura no Espaço-tempo da Lua
com a Terra, a qual pode ser observada sobre duas perspetivas diferentes.
Um padrão com 13 meses de 20 dias cada, articulável com os Alinhamentos entre a Órbita da Terra e da Lua, já mencionados anteriormente. E um outro padrão determinado por 20 meses de 13 dias cada, ou Ondas Encantadas.
É
nesta perspetiva de 13 dias que é possível observar a estrutura gerada na
relação entre a Rotação da Terra e a Rotação da Lua no Espaço-tempo.
Uma
dinâmica em harmonia com uma proporcionalidade de 12/13 partes encontradas na
relação das órbitas e em todos os Ciclos, Eventos e Alinhamentos estabelecidos
entre a Lua e a Terra, com o Sol.
É essencial descrever os Ciclos da Lua de forma completa e integrada com a Terra, para se poder apreciar a verdadeira proporcionalidade e harmonia, encontradas na relação das suas órbitas.
A presença da Lua em órbita em torno da Terra, pode ser observada a olho nu na superfície do nosso Planeta de duas formas diferentes, no Ciclo de Lunações e no Ciclo das Marés.
O
Ciclo de Lunações é a forma mais simples de identificar no céu a órbita da Lua
sobre a Terra, manifestada por uma sequência de Alinhamentos em cadeia com a
Terra e com o Sol, que dão origem às Luas Novas, Luas Cheias e Quartos Lunares
(Minguante e Crescente).
O
Ciclo das Marés é a outra forma como a Lua marca a sua presença em torno da
Terra, que se manifesta com a alteração cíclica do nível das águas do mar.
A
variação diária do nível do Mar sentida na Terra, permite identificar qual a
posição da Lua no Céu em relação ao nosso Planeta.
A
subida ou descida do volume das águas dos oceanos, marca a aproximação ou
afastamento da posição da Lua em relação a cada ponto da superfície da Terra.
É
na sequência do movimento de Rotação da Terra, na passagem em cada ponto na sua
superfície onde é denunciada a posição da Lua no espaço, observada a partir da
variação do nível das águas do mar.
O
Ciclo de Lunações e o Ciclo das Marés também se manifestam de forma simultânea
e complementar. Na Lua Nova e Lua Cheia os Ciclos das Marés são mais
acentuados.
Curiosamente,
o Ciclo das Marés observável ao nível da Rotação da Terra, é o Ciclo Lunar que
identifica a Órbita da Lua em torno da Terra, no seu Movimento de Translação de
28 dias.
Em
termos de Astronomia Ancestral, é o Ciclo das Marés que permite relacionar o
Ano Solar da Lua e da Terra, ambas no seus movimentos de Translação.
Enquanto
as Lunações, são o Ciclo da Lua observado e identificado pelo Sol, que permite
estudar a mecânica gerada pela Lua e a Terra em ambos movimentos de Rotação.
Este
caráter invertido dos Ciclos Lunares na Astronomia, poderá ter tido também
influência na fama de mentirosa, algumas vezes atribuída à Lua …ou quem sabe,
as mentiras possam ser outras…, já que existem muitas incongruências na
descrição moderna dos Ciclos Lunares. Certamente depois de conhecida a
Astronomia Ancestral vão ser resgatadas formas novas e diferentes de podermos olhar a
Lua.
O
terceiro Ciclo da Lua presente e descrito no Calendário Tzolkin é o Ciclo Nodal
que permite fazer a ligação entre os outros Ciclos conhecidos, na dinâmica da
Lua com a Terra e na previsão de Eclipses.
Os
Ciclos dos Nodos Lunares são encontrados na relação da Lua em órbita com o
Plano orbital da Terra, ao contrário das Lunações e Ciclo de Marés, apenas relacionados com a Órbita da Terra, na Rotação e Translação.
Os Ciclos dos Nodos da Lua não se fazem sentir no dia a dia da Terra.
Os Nodos Lunares existem porque a Lua e a Terra não orbitam em planos iguais, e por essa razão a Lua em órbita tem que atravessar o plano orbital da Terra. Mergulha de Norte para Sul (Nodo Sul) e emerge de Sul para Norte do plano orbital da Terra (Nodo Norte) em cada volta que dá ao nosso planeta.
Este Ciclo da Lua identifica os pontos onde a Lua ‘perfura’ o plano orbital da
Terra, estes pontos são variáveis e cíclicos na órbita da Lua, assim como na
órbita da Terra.
É
nesta variável cíclica no Espaço-tempo, onde se cruzam as órbitas da Lua com a
Terra que acontecem os Eclipses, quando estes pontos se alinham também com o
Sol.
O
Ciclo Nodal é sempre considerado pela Astronomia Ancestral quer seja Eclipse ou
não, é um alinhamento fundamental a ser considerado nos Ciclos Lunares e na Estrutura da Trama de Espaço-tempo da Terra, e essencial na construção do
Calendário sagrado Tzolkin.
E
como diz a parábola, os últimos são os primeiros!
Nesta
breve descrição sobre alguns dos principais Alinhamentos presentes nos Calendários, chegamos por agora, ao último Evento a considerar, contudo o mais
importante para as Civilizações antigas, o Ciclo de Eclipses.
O estudo e observação do Ciclo de Eclipses permitiu aos Astrónomos das culturas ancestrais, identificar outros Eventos e Movimentos cíclicos alinhados com os Eclipses.
No entanto os novos movimentos captados nos Ciclos de Eclipses iam mais para além dos descritos na dinâmica do Espaço-tempo da Terra, uma Trama construida unicamente pelo nosso Planeta, a Lua e o Sol.
Novos
Ciclos e Alinhamentos mais distantes que o próprio Espaço-tempo da Terra
possibilitaram também novos e diferentes cálculos astronómicos.
Estes Movimentos e Alinhamentos cósmicos mais distantes, e alinhados com o Ciclo de
Eclipses, permitiam descrever o caráter ondulante e giratório da Estrutura da
Trama da Terra em viagem pelo Universo. Possivelmente a Serpente Emplumada…quem sabe…
Uma
manifestação no Céu excecional, com um alcance maior que os próprios Eclipses
do Sol ou da Lua, construída sobre uma cadeia de Alinhamentos sincronizados,
num Espaço-tempo bem distante da Terra…, possivelmente de Ordem Galáctica.
Um Evento periódico conhecido por ter implicações importantes na Vida Física e Espiritual do nosso Planeta, uma configuração perfeita, alinhada com a Terra e…a vontade Divina,...uma oportunidade de comunicação cíclica, renovada, direta e objetiva com Deus...com o Norte…no Céu, em forma de Eclipse.
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