Os Ciclos da Lua na Astronomia Ancestral


O encontro
com os ensinamentos
astronómicos ancestrais, permite estabelecer a ligação entre a Astronomia e conceitos da Vida Cultural, Científica e Espiritual de todos os Tempos e
Civilizações. O entendimento desta associação permite concluir que o Conhecimento
Cientifico e a
Espiritualidade são as duas caras da mesma moeda, um conhecimento muito bem
desenvolvido e estudado pelas Culturas Ancestrais.
Mesmo
sendo este um Manual de Astronomia Ancestral, dedicado a conceitos práticos e
didáticos, nem mesmo, aqui é possível desassociar a Astronomia do entendimento Espiritual
e Evolutivo da Vida sobre a Terra.
Todos
podemos reconhecer o quanto importantes e profundos são os Conhecimentos e
Sabedoria ancestral, que têm sido transmitidos nas diversas Culturas de geração
em geração, em forma de ensinamentos teóricos de todas as ordens. No entanto os
conceitos práticos astronómicas que deram forma a esta Sabedoria é o que a
Astronomia Ancestral nos pode oferecer.

Se a Lua não
existisse no nosso Espaço-tempo, a Trama da Terra seria muito pouco
interessante, possivelmente... nem sequer existiria aqui a Vida que conhecemos, quem sabe...
A presença
e influência da Lua na Vida Natural da Terra pode ser notada por tudo e por todos aqueles que aqui habitamos. A Astronomia Ancestral permite observar como a Lua participa
também na construção do Espaço-tempo da Terra.
Quando estudamos a influência da Lua sobre a Terra de forma Física na Astronomia, sabemos que esta manifestação se faz sentir em simultâneo de forma Psíquica ou Espiritual, este é um conhecimento considerado científico nas culturas ancestrais, sempre presente nos seus ensinamentos.
A
propósito da influência dupla, Física e Espiritual da Lua sobre a Terra, fiz
uma publicação no Blog da Astronomia Ancestral, em 18 de Novembro 2024, ‘A Lua na Astronomia Ancestral’ uma pequena abordagem sobre as possíveis relações Arquetípicas
da Lua na Astrologia, em correspondência com os Ciclos Lunares estudados
na Astronomia.
Nesta
versão ‘Os Ciclos da Lua na Astronomia Ancestral’ neste Manual/Blog, vou fazer
um pequeno resumo sobre a Mecânica da Lua e da Terra explicada pela Astronomia Ancestral, um sistema astronómico que nem sempre coincide com os ensinamentos
da Astronomia Moderna.
Talvez
possa parecer estranho pôr em causa um conhecimento já tão bem arrumado nos
nossos Manuais Culturais. Mas porque não mantermos as mentes abertas a novas
possibilidades? E diferentes perspetivas? Já que os Ciclos Lunares, e os
conhecimentos da Astronomia Ancestral podem ser confirmados matematicamente e
astronomicamente, com todo o rigor e com números inteiros e naturais.
A dinâmica orbital entre a Terra e a Lua com o Sol, é o que
determina os Ciclos Lunares sobre a Terra. Também é importante termos a
percepção de que os Eventos Lunares explicados e descritos nesta Astronomia, são
apenas relacionados com as observações astronómicas realizadas a partir da
Terra, exclusivas no nosso Céu.
A Astronomia Ancestral estuda os movimentos
astronómicos observados unicamente a partir da Terra, onde as medições são à sua
escala, sobre as mesmas Grandezas de Minutos em Tempo e Espaço, onde o Dia
Solar de 1440 minutos é a Unidade Astronómica. Este é o sistema de medição
também para a Lua, mesmo que a Órbita Lunar seja independente da Órbita da
Terra.
O Ciclo das Marés é possivelmente a manifestação da Lua sobre a Terra com mais consequências naturais sobre o nosso Planeta, marcada pela agitação da Águas do Oceanos, que resulta da dinâmica da Rotação da Terra combinada com a Translação da Lua.
Enquanto a Terra no seu movimento diário de Rotação percorre 1440’ minutos no Espaço, a Lua em Translação avança 52' minutos, um desencontro que explica a razão por que o Ciclo de Marés é maior que o Dia Solar, tornando assim Cíclico o movimento das Águas.
É desta
forma que se pode confirmar astronomicamente que a Lua dá um giro completo em
torno da Terra em cerca de 28 dias. Ou que
completa o seu percurso pela Matriz de 1440’ minutos no ponto de vista do
estudo da Astronomia.
Vamos
imaginar que a superfície da Terra é a sua Face.
Enquanto a Terra roda sobre a sua face, o seu olhar roda também, sem nunca perder de vista a pequena Lua durante a viagem... Ponto por ponto, grau por grau na sua superfície, no Espaço e no Tempo, a Terra cuida e acompanha a sua Cria aproximando-se dela com o seu Manto de Águas.
É no
encontro no Espaço, e em cada momento no Tempo do Dia Solar, entre a Lua e a
Terra na sua superfície, que as Águas acompanham a pequena Lua num movimento de
aproximação e afastamento progressivo, que se torna mais intenso nas Luas
Cheias e Luas Novas, é assim o Ciclo das Marés.
Mesmo que se faça sentir durante o Dia Solar, diretamente relacionado com a Rotação da Terra, o Ciclo de Marés é determinado pela Translação da Lua.
Em termos de
Astronomia Ancestral a Rotação da Terra e a Translação da Lua
são Órbitas em contextos diferentes com circunstâncias específicas para ambos
os Planetas, que devem ser estudados separadamente. Assim, o Ciclo de Marés é estudado
e relacionado com a Translação da Lua e com a Translação da Terra.
É na
relação entre ambos os Ciclos de Translação onde podemos encontrar os primeiros
sinais de Harmonia e Proporcionalidade entre as Órbitas da Lua e da Terra.
O Sistema de cálculo da Astronomia Ancestral permite encontrar as diferenças e semelhanças de forma detalhada, entre o Movimento de Translação da Lua em torno da Terra, e a Translação da Terra em torno do Sol.
Uma Astronomia que explica em
que circunstâncias viajam ambos os Planetas, quais as suas Órbitas e quais os
seus Planos Orbitais.
O estudo
das Órbitas da Lua e da Terra na Translação no Ano Solar é o primeiro passo
para encontrar a sua relação de proporcionalidade.
Aprendemos
com a Astronomia Ancestral que os Planetas não orbitam de forma linear. A suas
Órbitas são dinâmicas e circulares, e que para não desorbitarem, os Planetas
viajam sobre Planos flexíveis e oblíquos nas suas Órbitas, os seus Planos
Orbitais.
É um
conhecimento da Astronomia Ancestral de que a Obliquidade dos Planos Orbitas dos
Planetas modifica
as suas Órbitas no Tempo e no Espaço, tornando-se assim indispensável o seu estudo,
para se poder conhecer toda a trama da Translação da Lua e da Terra.
É essencial
conhecer a obliquidade dos Planos Orbitais da Lua e da Terra, de forma a
podermos distinguir as diferentes perspetivas no Espaço e no Tempo, entre a
verdadeira Órbita da Lua, e os Ciclos Lunares avistados e sentidos na Terra.
Ao serem
conhecidas as Órbitas e os Planos das Órbitas da Lua e da Terra, é possível
descrever com todos os detalhes os Ciclos da Lua e a dinâmica entre ambos os
Planetas.
Com o conhecimento astronómico detalhado sobre os Movimentos de Translação da Lua e da Terra, a Astronomia Ancestral pode explicar o Ciclo de Lunações a cada momento ou no passo a passo de forma integral.
O Ciclo de
Lunações é um evento observado apenas na superfície do nosso Planeta, onde
estão implicados os alinhamentos sucessivos entre o Sol, a Terra e a Lua no
Espaço-tempo.
Na
Astronomia Ancestral os Movimentos de Translação e Rotação dos Planetas, são
observados e estudados, como Ciclos com caraterísticas muito diferentes no
Espaço e no Tempo, mesmo que simultâneos e complementares.
O Ciclo de
Lunações é estudado pela Astronomia Ancestral sobre a perspectiva da Rotação da
Terra e da Lua. Um Ciclo que permite explicar ao detalhe, as relações e circunstâncias
em que se desenrolam os Movimentos de Rotação de ambos os Planetas. No entanto, para
explicar de forma adequada o Ciclo de Lunações relacionado com a Rotação, é necessário conhecer também os Movimentos de Translação da Lua
e da Terra.
A diferença astronómica encontrada entre o Ciclo de Lunações de quase 30 dias Solares e a Translação da Lua apenas com 28 dias Solares, é um fenómeno explicado pela Astronomia Ancestral de forma distinta da Astronomia Moderna.
Em qualquer Manual de Astronomia da atualidade, a diferença encontrada entre a duração da Translação da Lua e o Ciclo de Lunações é atribuído ao Movimento da Translação da Terra. Enquanto na Astronomia Ancestral este fenómeno é explicado de forma matemática e astronómica, justificado pela diferença existente entre os Planos Orbitais da Lua e da Terra.
É desta forma
que na Astronomia Ancestral se considera que o Ciclo de Lunações é diferente
do Ciclo de Marés. Ciclos determinados de forma diferente na Rotação e na
Translação da Terra e da Lua, onde existem Leis e Formas correspondentes, que
podem ser explicadas pelas diferenças encontradas nos Planos Orbitais entre a Órbita
da Terra e a Órbita da Lua.
As Lunações representam o Ciclo Lunar mais popular e fácil de identificar no Céu, da Lua Nova à Lua Cheia, passando pelos Quartos Lunares, a Luz solar que parece acompanhar a Lua em Órbita em torno da Terra.
As Lunações ilustram como a Terra vê a Lua desde a sua superfície, uma perspetiva bem diferente de como a Lua vê a Terra desde a sua Órbita.
As diferenças aparentemente inconciliáveis nos Ciclos Lunares permitem afinal, encontrar muitas explicações astronómicas. E esta é a porta de entrada para o conhecimento que a Astronomia Ancestral e os Calendários nos podem oferecer, retratando a forma de Expansão e a Ordem encontradas na nossa Viagem no Planeta Terra pelo Universo.
A forma racional em que a Astronomia Ancestral explica os Ciclos e Órbitas dos Planetas, permite visualizar toda esta Viagem astronómica no Espaço-tempo de forma gráfica.
A Lua órbita
em torno da Terra, e em cada volta que dá, tem que perfurar o Plano Orbital do
nosso Planeta duas vezes, uma vez de baixo para cima e outra de cima para
baixo.
Os Pontos
onde a Lua intercepta o Plano Orbital da Terra, são os Nodos Lunares, quando a
Lua vem para cima do Plano Orbital da Terra cruza o Nodo Norte, e quando vai para baixo cruza o Nodo Sul. Estes pontos
são variáveis no Plano Orbital da Terra, assim como na Órbita da Lua,
novamente por causa da diferença dos planos orbitais de ambos os Planetas.
O Ciclo
Nodal é um Ciclo Lunar muito bem conhecido e descrito pela Astronomia Ancestral
determinante na estrutura do Calendário Sagrado o Tzolkin das Culturas Maya e
Azteca.
O
acompanhamento integral do Ciclo Nodal no Espaço-tempo traz consigo muitas
informações astronómicas importantes sobre a Lua e a Terra. Os Nodos Lunares
têm um lugar de destaque no Espaço-tempo da Terra e na construção da sua Malha.
É a partir do Ciclo Nodal que a Astronomia Ancestral explica e descreve o Ciclo
de Eclipses no passo a passo com todos os detalhes.
O estudo e acompanhamento do Ciclo Nodal é importante por envolver o Ciclo de Lunações, numa cadeia de Luas Novas e Luas Cheias a Norte ou a Sul do Plano Orbital da Terra. Assim como se pode ali identificar, em que ponto da Órbita da Lua é que as Lunações têm lugar, uma referência importante na observação e estudo, da cadeia do Ciclo de Eclipses.
O Ciclo
Nodal faz parte do conhecimento da Astronomia Ancestral sempre presente nos Calendários.
É neste Ciclo Lunar, que é possível conhecer a verdadeira Órbita da Lua, e determinar
a cada momento, em que ponto da sua Órbita a Lua observa a Terra.
Para descrever o passo a passo do Ciclo de Eclipses é fundamental acompanhar a dinâmica do Ciclo Nodal com o Ciclo de Lunações.
Quando no Ciclo de Lunações acontecem os alinhamentos entre a Lua, a Terra e o Sol, nas Luas Novas e Luas Cheias. E se estes momentos coincidem, com a passagem da Lua sobre o Plano Orbital da Terra transitando de Sul para Norte ou de Norte para Sul,... são estes os momentos em que acontecem os Eclipses.
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